
A Secretaria Estadual de Saúde (SES) do Rio Grande do Sul comunicou nesta segunda-feira (3) que entrou em vigor a nova orientação do Ministério da Saúde que ampliou o rol de comorbidades que permitem a vacinação de pessoas de 12 a 59 anos.
A dose bivalente é uma versão atualizada da vacina contra a covid-19 elaborada a partir da variante original do vírus e da variante Ômicron, atualmente a de maior circulação.
Seguindo novas orientações da Organização Mundial da Saúde (OMS), a vacina bivalente passa a ser recomendada para portadores de 20 tipos de doenças crônicas que teriam maior risco de agravamento em caso de infecção pelo coronavírus.
Com a nova orientação, passam a ter recomendação para receber a dose bivalente pessoas que se enquadram nas seguintes situações:
– Arritmias cardíacas
– Cardiopatias congênita no adulto
– Cor-pulmonale e Hipertensão pulmonar
– Diabetes mellitus
– Doenças da Aorta, dos Grandes Vasos e Fístulas arteriovenosas
– Doença hepática crônica
– Doenças neurológicas crônicas e distrofias musculares
– Doença renal crônica
– Hemoglobinopatias e disfunções esplênicas graves
– Hipertensão Arterial Resistente (HAR)
– Hipertensão arterial estágio 3
– Hipertensão arterial estágios 1 e 2 com lesão em órgão-alvo
– Insuficiência cardíaca (IC)
– Miocardiopatias e Pericardiopatias
– Obesidade mórbida
– Pneumopatias crônicas graves
– Próteses valvares e Dispositivos cardíacos implantados
– Síndromes coronarianas
– Síndrome de Down e outras Síndromes genéticas
– Valvopatias
Anteriormente, as vacina já era recomendada dos 12 aos 59 anos para pessoas imunocomprometidas ou em condição de imunossupressão. Estas condições incluem os seguintes quadros:
– Pessoas transplantadas de órgão sólido ou de medula óssea
– Pessoas vivendo com HIV
– Pessoas com doenças inflamatórias imunomediadas em atividade e em uso de corticoides em doses maior ou igual a 20mg/dia de prednisona ou equivalente por 14 dias ou mais
– Pessoas em uso de imunossupressores e/ou imunobiológicos que levam à imunossupressão
– Pessoas com erros inatos da imunidade (imunodeficiências primárias)
– Pessoas com doença renal crônica em hemodiálise
– Pacientes oncológicos que realizaram tratamento quimioterápico ou radioterápico nos últimos seis meses
– Pessoas com neoplasias hematológicas
Além das comorbidades, a vacina bivalente também está disponível para pessoas acima de 60 anos; moradores de instituições de longa permanência a partir de 12 anos e seus trabalhadores; indígenas, ribeirinhos e quilombolas (a partir de 12 anos de idade); gestantes e puérperas; trabalhadores da saúde; pessoas com deficiência permanente (a partir de 12 anos de idade); detentos, internos do sistema socioecativo e trabalhadores do sistema penal.
Em todos estes casos, a vacina bivalente poderá ser feita quatro meses após a última dose e apenas por pessoas que completaram o esquema primário de duas doses.
De acordo com a SES, cerca de 500 mil pessoas no Rio Grande do Sul já receberam a dose bivalente contra a covid-19.