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29 de julho de 2024
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15:29

MP pede prisão preventiva de policiais envolvidos na morte de morador do condomínio Princesa Isabel

Por
Sul 21
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Moradores do condomínio onde Vladimir morava estenderam faixa pedindo justiça pela vítima de violência policial. Foto: Isabelle Rieger/Sul21
Moradores do condomínio onde Vladimir morava estenderam faixa pedindo justiça pela vítima de violência policial. Foto: Isabelle Rieger/Sul21

O Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS) denunciou e pediu a prisão preventiva de quatro policiais militares de Porto Alegre por homicídio qualificado, sendo que outros dois já se encontram detidos por decisão da Justiça Militar. Eles foram denunciados pela morte de Vladimir Abreu de Oliveira, de 41 anos, após abordagem no condomínio Princesa Isabel, Bairro Santana, no dia 17 de maio deste ano. Dois dias depois, o corpo da vítima — com sinais de tortura — foi encontrado no Guaíba, no extremo sul da Capital.

A denúncia do promotor de justiça Octavio Cordeiro Noronha, da Promotoria do Tribunal do Júri de Porto Alegre, foi oferecida ao Poder Judiciário na última sexta-feira (26). Segundo o promotor, ainda não há decisão judicial, mas o objetivo do MPRS é de que os quatro PMs sejam julgados na justiça comum, pelo Tribunal do Júri, por homicídio qualificado por motivo torpe, tortura, meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima. Noronha explica ainda que o pedido de prisão preventiva, apesar de dois acusados já estarem detidos, é para os quatro policiais. São três homens e uma mulher, que também respondem por ocultação de cadáver.

A guarnição teria jogado o corpo de Vladimir da Ponte do Guaíba após passarem cerca de 40 minutos o agredindo. Conforme o inquérito da Polícia Militar, enquanto apanhava, ele era perguntado sobre localização de armas e drogas no condomínio.

O MP já havia se manifestado perante a Justiça Militar no sentido de remeter o inquérito policial militar sobre o indiciamento dos policiais para a justiça comum. No entanto, a Justiça Militar entendeu que não havia indícios de que os PMs tivessem agido com intenção de matar, tratando-se de um caso de tortura seguida de morte, a ser julgado na esfera militar. Entretanto, Noronha sustenta que se trata de crime doloso contra a vida, razão pela qual a denúncia com pedido de prisão preventiva foi ajuizada na justiça comum — 3ª Vara do Júri de Porto Alegre. O recebimento da denúncia e o pedido de prisão preventiva aguardam apreciação do Poder Judiciário.


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