
Da Redação
Agricultores ligados à Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Rio Grande do Sul (Fetag) realizam nesta quarta-feira (1º), em Porto Alegre, o 21º Grito da Terra Estadual para reivindicar o repasse de mais recursos para a agricultura familiar e melhores políticas públicas para os trabalhadores rurais nas área da Saúde, Educação e Transporte.
Para marcar o ato, que é realizado anualmente, a Fetag realiza diversas ações nesta quarta. Por volta das 8h, centenas de agricultores ocuparam ruas do Centro de Porto Alegre em uma marcha em direção ao Mercado Público. Ali, eles realizaram um ato expondo os valores pagos aos trabalhadores por produtos agrícolas e o preço final cobrado do consumidor. “Queremos que a população entenda a diferença entre o que ela paga e o que o agricultor recebe”, disse Nestor Bonfanti, 1° Tesoureiro da Fetag.
Bonfanti dá como exemplo o preço do quilo do pão, que custa, em média, R$ 7 para o consumidor, enquanto o produtor de trigo receberia apenas R$ 0,41, segundo dados da Emater/RS. Segundo ele, a culpa pela diferença nos preços é dos “atravessadores” responsáveis por colocar o valor da produção após comprarem do trabalhador rural.
“Aquilo que o agricultor não consegue vender diretamente para o consumidor, ele acaba tendo que repassar para o atravessador. Mas é uma concorrência desleal”, diz Bonfanti. “A cadeia que está entre o agricultor e o consumidor recebe muito mais dinheiro”, complementa.
No final da manhã, parte dos agricultores se deslocaram para a Secretaria da Fazenda para fazer suas reivindicações. Na parte da tarde, eles devem ser recebidos pelo governador do Estado, José Ivo Sartori, no Palácio Piratini.


