Cidades|z_Areazero
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9 de fevereiro de 2015
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21:46

Com dois barcos e um caminhão, garis começam primeira limpeza do Arroio Dilúvio de 2015

Por
Sul 21
sul21@sul21.com.br
Garis começaram a remover a sujeira do arroio nesta segunda. Trabalho deverá levar de 15 a 45 dias|Foto: Alina Souza/Sul21
Garis começaram a remover a sujeira do Arroio nesta segunda. Trabalho nos 17 quilômetros deverá levar de 15 a 45 dias|Foto: Alina Souza/Sul21

Jaqueline Silveira

Vinte e cinco garis começaram na tarde desta segunda-feira (9) a primeira limpeza de 2015 do Arroio Dilúvio, na Capital. Os trabalhadores devem levar entre 15 e 45 dias para concluir a limpeza dos 17 quilômetros, que se estendem até o final da Avenida Ipiranga. “Já encontramos pneu, bicicleta, ar-condicionado, garrafas pets e caixa de isopor”, conta o gari Júlio César Leal dos Santos, que integra a equipe pelo segundo ano. Ele afirma que à medida que os garis avançam pelo Arroio, o lixo aumenta. “Conforme vamos subindo (Dilúvio), vai ficando mais sujo”, constata ele. O grupo utiliza dois barcos e conta com o auxílio de um caminhão do lixo para fazer a limpeza, que iniciou na Avenida Ipiranga esquina com Avenida Borges de Medeiros.

Os garis retiravam o lixo e colocavam nas margens do Dilúvio para depois ser  levado para o caimnhão|Foto: Alina Souza/Sul21
Os garis retiravam o lixo, como garrafas pets, e colocavam nas margens do Dilúvio para depois ser levado para o caminhão|Foto: Alina Souza/Sul21

Comparado ao ano passado, espera-se que o volume de lixo acumulado no Arroio seja menor. “Ultimamente, o pessoal tem colaborado”, observa Santos, referindo-se ao fato de que a população não tem depositado tantos materiais, atualmente, no Arroio. O diretor-geral do Departamento Municipal de Limpeza Urbana (DMLU), André Carús, diz que já foram retirados do Dilúvio em anos anteriores banheira de hidromassagem, carcaça de carro e muitos eletrônicos. Em 2013, foram removidas 267 toneladas de lixo e em 2014, cerca de 200.

A redução, segundo Carús, se deve à conscientização da população e ao monitoramento das câmeras instaladas em pontos que abrangem o Dilúvio. Ele também atribui o resultado positivo ao novo Código Municipal de Limpeza Urbana, que prevê penalidades mais severas para quem joga lixo em áreas públicas, como ruas, calçadas e arroios. As multas variam de R$ 263,82 a 4.221,21 dependendo do tipo de infração. Segundo Carús, a soma desses fatores contribuiu ainda na redução em 35% dos focos de lixo em áreas públicas de Porto Alegre. Em 2013, havia 459 áreas e, em 2014, caiu para 339.

Ao mesmo tempo em que os garis removiam a sujeira do Dilúvio, um grupo distribuía material aos motoristas com informações sobre a coleta seletiva do lixo e os bairros onde a mesma ocorre, além dos benefícios da reciclagem. Também foi distribuído panfleto específico sobre o Código Municipal de Limpeza Urbana com os tipos de infrações e o valor das multas. Foram, ainda, instaladas seis placas de “Proibido colocar lixo” em pontos estratégicos ao longo do Arroio onde é depositado material irregularmente.

Também foramm instaladas placas de sinalização em pontos do Dilúvio onde normalmente é depositado lixo|Alina Souza/Sul21
Também foram instaladas placas de sinalização em pontos do Dilúvio onde normalmente é depositado lixo|Alina Souza/Sul21

Revitalização é discutida em audiência pública

O Arroio Dilúvio será tema de uma audiência pública na manhã desta terça-feira (10), a partir das 9h30min, na Câmara de Vereadores da Capital, promovida pela Comissão de Saúde e Meio Ambiente (Cosmam). O foco é o projeto de revitalização do Arroio, que envolve as prefeituras de Porto Alegre e de Viamão – onde nasce o Dilúvio-, a Uniritter, a Universidade Federal do Rio Grande do Sul e a Pontifícia Universidade Católica (PUC).

O diretor-geral do DMLU diz que, por enquanto, foi concluído “o estudo básico” que servirá para elaborar o projeto executivo. Carús afirma que a prefeitura não tem “recursos suficientes” para fazer a revitalização, que envolve o tratamento do esgoto e a recuperação da bacia. Segundo ele, será preciso, talvez, uma parceria público-privada para viabilizar a revitalização, que ainda não tem um custo estimado. “É uma conquista para o futuro”, projeta ele.

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